Pelo terceiro ano, as ruas de São Paulo foram a passarela do Fashion Mob. A passeata fashion organizada pela Casa de Criadores apresenta ao público trabalhos de novos estilistas e revela talentos da moda. A proposta do evento é democrática, qualquer pessoa pode participar.
Gravei para a Tv Bandeirantes a primeira e a segunda edição como videorrepórter. Neste ano, eu e o Duca Mendes fizemos pela Seiseum e decidimos experimentar uma linguagem diferente do que realizamos nos anos anteriores. Decidimos focar na narrativa construída através das imagens sem sonoras e optamos por usar lettering que reforçam algumas informações do evento.
Se você está em busca de um evento para exercitar o olhar, anote na sua agenda: a quarta edição do Fashion Mob deve acontecer em dezembro de 2012.
O Instituto Brincante é um espaço criado pelo músico Antônio Nóbrega e pela bailarina Rosane Almeida, dedicado às culturas populares. Os fundadores do projeto escolheram uma casa na Vila Madalena, em São Paulo, para abrigar ensaios e apresentações dos espetáculos que faziam no início de suas carreiras e que não encontravam espaço nas grandes casas de show.
Além dos ensaios, há cursos para atores e bailarinos. O casal também investe na formação de educadores e ensina como a linguagem do brincante pode auxiliar no processo educativo. Trata-se de um lugar de conhecimento, assimilação e recriação das inúmeras manifestações artísticas do país, que celebra a riqueza da nossa cultura e a importância da sua diversidade.
As câmeras HDSLRs me aproximaram da produção cinematográfica e facilitaram (muito!) o modo de fazer documentários. A relação com o personagem, o clima intimista, a agilidade são conquistas das DVs. A qualidade técnica e cinematográfica é mérito das HDSLRs. Trata-se de um conjunto de fatores que só quem está por trás das câmeras sabe.
Para fazer este webdoc eu e o Duca Mendes utilizamos pouca coisa: 1 Canon T2i, 1 Canon 60D, 1 lente Canon 50mm 1.8, 1 lente Canon 18-55mm 3.5, 1 mic Rode Ntg2. Ou seja, não teve parafernálias e essa lista é bem barata. Fomos a essa manifestação com a intenção de exercitar o nosso olhar, de descobrir como é produzir um registro documental em um lugar que nos proporciona o que mais gostamos de registrar: pessoas.
Na minha bagagem, carrego quatro documentários feitos com baixíssimos orçamentos, realizados através de leis de incentivo a cultura. São curtas que me deram muitas alegrias em festivais de cinema no Brasil, nos EUA e na Europa. Trabalhei sozinha no processo de captação, reportagem, roteiro e edição, segui um estilo que donominei “videorreportagem documental”. MAS durante as gravações sentia o peso do vídeo e isso me incomodava. Em 2009 tudo mudou. Com as HDSLRs, meu mundo de produção audiovisual mudou. Percebam a diferença.