Moda GG e outras coisas

Em 2009 gravei uma matéria num ensaio fotográfico de modelos plus size, tudo foi organizado pela jornalista Renata Vaz que também é editora do blog Mulherão. Não imaginei que aquela matéria tivesse tanta repercussão e que o movimento das gordinhas, ou melhor, das “mulheres grandes” (forma como preferem ser chamadas as modelos que conheci) fosse dar tanto pano pra manga. E deu. Dois anos depois lá vou eu gravar outra matéria com a mesma galera e dessa vez num evento bem maior, o Fashion Weekend Plus Size.

Achei bacana a união das meninas e elas conseguirem sobreviver felizes diante do massacre da moda voltado para os manequins 38 e da crueldade da sociedade que exige medidas perfeitas-cada-vez-menores principalmente para as mulheres. Se você for homem e estiver acima do peso, ok. Se for mulher, morrerás sozinha na balada. É mais ou menos assim que funciona.

No mundo das mulheres grandes, pelo menos o pouco que conheci gravando ali com elas, me senti confortável com o meu peso. Sempre fui mais para gordinha do que para magrinha. Mesmo na minha época magriçinha eu não entrava numa calça 38 se ela não tivesse lycra. 90% de lycra. Depois subi para o 40, 42, 44. Adoeci na sociedade. Morri na balada. Ressucitei e voltei para o 42. Confesso que faço força, bastante força, para chegar novamente no quarentinha. E ainda assim eu serei considerada uma anomalia por causa dos peitos que não cabem (e nunca caberão!) num 42, quem dirá num 40. E quem usa acima de 44, de acordo com o padrão globo de qualquer coisa, está fadado ao fracasso.

Chega de tricô, vamos ao que interessa: a videorreportagem.

Algumas imagens dessa matéria foram feitas com a Canon 60D, o grosso foi captado pela Panasonic HVX 200. Vocês percebem a diferença? A textura, a profundidade, o foco. Confesso que eu gravaria uma matéria dessas só com a Canon se eu tivesse um mic Rode. Aliás, bom tocar nesse assunto, o áudio é a principal dificuldade de gravar videorreportagens e documentários sozinho com as Canon.

De acordo com a minha pouca e questionável experiência, fazer videorreportagens com o mic Rode e uma Canon é o melhor negócio, até então. Quanto a qualidade do produto final, não é “tão tão” quanto o ZOOM H4n MAS com ele você precisará de um operador de áudio A NÃO SER QUE a sua pauta seja muito tranquila e você possa fazer mais de mil coisas com calma, sem precisar de prontidão imediata do equipamento e sem surtar. E prepare-se para ficar bem tranquilo na ilha de edição também sincando áudio e vídeo. Palavra de quem passou por isso recentemente.

Ta aí um vídeo bacana com testes de áudio na Canon com esses mics que citei, vê só:

E, por fim, a matéria no Fashion Plus Size, afinal de contas, eu vim aqui só para postar isso e creio que você também chegou até aqui para ver isso. :)

Forró em NY

Uma das noites mais animadas de Nova York é comandada pelos brasileiros do Forró in The Dark no Nublu. Basta passar na porta da balada para notar a movimentação e a animação da galera. A banda faz um estilo “forróck”, interessante pela mistura de instrumentos e ritmos. É forró para gringo ver e dançar! Ou ao menos…tentar…

Back Room, o bar secreto

Em Nova York nada é o que parece ser. Descobri que um dos bares mais legais e curiosos da cidade é secreto e foi reduto dos mafiosos nos anos 20, época da Lei Seca nos EUA.

Foi difícil chegar até o lugar e, quando cheguei no endereço mal acreditei que o bar pudesse ser ali: uma portinha com escadas que te levam a uma espécie de subsolo, corredores sombrios e túneis que serviam como rotas de fuga. Enfim, eu estava no Back Room.

NYC.2010

Muito charmoso, o local me conquistou de cara com vermelhos e velharias. O mais curioso é que na época da Lei Seca nos EUA, o Back Room vendia bebidas alcoolicas em xícaras, os clientes bebiam como se fosse café ou chás caso a polícia chegasse de surpresa no local. Por ter sido frequentado pela máfia americana, o bar tem rotas de fuga e conserva um clima particularmente misterioso.

NYC.2010

Sem dúvidas, essa foi uma das matérias que eu mais gostei de fazer nesses últimos anos. Assistam e divirtam-se com o Back Room! :)

Sobre mim, o retrato careta

Sou videorrepórter e videasta, responsável pela elaboração de matérias jornalísticas desde a pauta até a edição, com experiência profissional em mídias como Aol, Uol, Showlivre, Claro Idéias e TV BANDEIRANTES.

Desenvolvi junto com os videorrepórteres Rodrigo Leitão e Fernando Hessel o piloto do programa Videorrepórter Band, selecionado como um dos vinte melhores pilotos do Brasil em 2008, na Mostra de Pilotos Brasileiros. No universo corporativo, fiz coberturas de eventos importantes de clientes como MICROSOFT e WELLA, criei podcasts e videocasts empresariais, além de vídeos institucionais.

No cinema realizo documentários e já recebi diversos prêmios por alguns trabalhos exibidos no Brasil e no exterior. Escrevi para revistas como VOGUE e trabalhei como redatora em outras mídias impressas. Com formação em Jornalismo e especialização em Roteiro para Cinema e TV, fui pesquisadora do tema “Videorreportagem – A Arte de Produzir Além do Telejornalismo”, que me rendeu a autoria de dois livros sobre o tema.