No dia 18 de maio de 2011 aconteceu mais uma vez o encontro dos videorrepórteres em São Paulo. Foi um prazer rever alguns amigos e conhecer outros. Fico feliz pelo crescimento da colméia, gosto muito das novidades que vocês revelam. Sim, a palavra certa é revelação! Afinal, a videorreportagem é pessoal e intransferível e isso faz com que as videografias sejam surpreendentes. E quantas surpresas boas vocês me proporcionam! A cada videorreportagem que assisto, conheço um pouco mais de cada um.
O Paulo Castilho e o Marcelo Guedes formam uma dupla matadora, exímios videorrepórteres que se reiventaram com as recorrentes mudanças na forma de produzir e divulgar seus conteúdos. Renata Falzoni para mim é daquelas que não canso de olhar, observar, gosto de escutar e tenho profunda admiração pelo que ela representa como mulher, fotógrafa, videorrepórter, mãe, avó e amiga. Marcinho Neves e Inara, amo o frescor do trabalho de vocês. É como a sensação do brilho no olhar, da magia, do entusiasmo de se fazer o que gosta, o que se sabe fazer e se faz muito bem. E tem também ele que poderia ser um Carlos qualquer…mas não! É o Carlos Carlos, que usa a videorreportagem de uma forma extremamente necessária, política e social na dosagem certa. Você tem força e a câmera é teu instrumento de manifestação. O Tomaz para mim é cinema e transita esplendorosamente em universos diferentes, tenho a impressão que ele se sente à vontade em qualquer lugar. Não consigo imaginar que tipo de coisa você não faria bem, Tomaz. De poesia a making of, gosto de tudo. Antenor, sempre antenado. Teu envolvimento com a videorreportagem tem uma seriedade acadêmica, teórica, cuidadosa. Se eu pudesse te reproduzir, faria mil de você! Rechearia a web com teus excelentes conteúdos e seus estudos estariam todos publicados. Ah Rodrigo Leitão! Esse é tão meu amigo quanto excelente videorrepórter. Conheço cada movimento que você faz com a sua câmera, viu? Sou sua telespectadora fiel. Teu estilo é adorável, apaixonante. E sabe por quê? Porque você não reproduz, você cria. E parece que temos um novo integrante, o Duca Mendes. Ele não é um videorrepórter mas desempenha a função de videorrepórter vez ou outra, por gostar muito do formato e ser casado comigo. Tuas imagens me deixam orgulhosa, teu olhar e sensibilidade diante de uma cena me mostram sempre algo que não vi, que deixei escapar ou que nunca repararia. Você completa este elenco das pessoas que quero sempre por perto. Pra você Duca, meu sincero amor.
Vocês são demais e nada mais.
Em Nova York os sonhos se realizam e é preciso registrar as sensações com fotos e vídeos. Por essas e outras, eu e o Duca Mendes levamos até câmera de supermercado para a Big Apple e gravamos sem roteiros nossos passeios.
Neste primeiro vídeo a gente faz um tour no Times Square, Broadway e Central Park. Sabemos que existem milhares de vídeos e reportagens sobre esses lugares mas ainda assim insistimos por acreditar que o olhar autoral e a essência intimista deste tipo de videorreportagem possa proporcionar uma experiência nova.
Usamos uma simpática Bloogie e uma cybershoot da Sony em alguns momentos. A maioria das imagens foram feitas com a 60D e a T2i, da Canon. Lentes básicas, 50mm sempre! Assista, comente, inspire-se e compre suas passagens para NYC o mais rápido possível.
“Videorreportagem – A Arte de Produzir Além do Telejornalismo”
Sinopse: Este livro apresenta a história da videorreportagem, a partir dos anos 80, no Brasil, assim como tece seus conceitos e tendências dentro do contexto jornalístico do país. Neste formato, o mesmo profissional desempenha a função de cinegrafista e repórter. Em alguns casos, o “abelha”, como é chamado, produz todo o material de trabalho, desde a pauta até a edição final das imagens que serão transmitidas. As matérias elaboradas são diferentes do que o telespectador está acostumado a ver. É possível explorar a linguagem de diversas formas, o que torna a videorreportagem um exemplo incomum de produção audiovisual. Pretende-se, com este estudo, apontar a eficiência deste formato e apresentá-lo como gênero informativo.
“Videorreportagem Documental – O Cinema de Um Homem Só”
Sinopse: Os objetivos deste estudo foram apontar a videorreportagem como uma forma viável de produções de documentários. Através da evolução tecnológica tornou-se possível a realização de obras audiovisuais produzidas por um único profissional. Os aspectos históricos do início do cinema e do telejornalismo estão expostos de forma a auxiliar a compreensão do tema proposto, visto que as origens desses gêneros se relacionam e a evolução da tecnologia aproxima estas linguagens. Para estabelecer as guias deste trabalho, foram realizadas pesquisas bibliográficas e entrevistas com profissionais que atuam no mercado audiovisual da videorreportagem documental.
Não vive sem ouvir música. Tem preferências esquizofrênicas. Publica suas tentativas de escrever mas a melhor página é aquela que nunca vai conseguir terminar. Bebe vinho, cerveja e, quando pode, tequila. Bebe café e âgua com gás e limão espremido. Veste-se bem umas vezes. Noutras, como uma mendiga. Já foi censurada. É abcecada, apaixonada, intensa. Gasta muito. Não dá valor ao dinheiro. Tem dividas e se livra delas aos poucos, enquanto faz outras. Vive pelos poros. Arde sem doer. Dói sem arder. É sincera e amarga. Amiga e dedicada, apesar das chatices pontuais. Absolutamente anticonvencional, não suporta os conformados. Faz dos seus juramentos canções de amor. Vive bem sozinha. Vive bem rodeada. Prefere rodeada, mas quase sempre está sozinha.
Vive numa geração de desiludidos mas, mesmo assim, é louca por viver, falar e deseja tudo ao mesmo tempo. É louca para ser salva.
Fotografa estilhaços incansavelmente. Depois acelera-os, abranda-os, imobiliza-os, muda-lhes a cor e a temperatura e vai compondo-os como peças de um quebra-cabeça de resultado incerto. Até que digam exatamente o que pretende. Quando trabalha faz cinema, quando não trabalha também faz.