VR (anti)social

O videorrepórter tem alguns privilégios em relação a uma equipe como por exemplo a agilidade e a intimidade com o entrevistado. Esses dois fatores, na minha opinião, são determinantes na qualificação do formato e do profissional. Se o videorrepórter trabalha bem essas duas vertentes, ele pode ter uma matéria diferenciada no mercado do lugar comum.

O problema é quando a pauta é social. Festas, eventos e famosos sempre estão em alta na mídia. É impressionante como fofoca vende bem e paga mal. E por se tratar de um mercado que funciona sob essa perspectiva, a procura por abelhas para realizar esse tipo de matéria é emergente. Vou dizer…não é furo, é furada!

A chance do videorrepórter se dar mal em pautas sociais é grande. Geralmente as coisas acontecem muito rápido e enquanto a equipe tem um produtor para ficar de olho nos entrevistados (e até mesmo puxá-los para frente das suas câmeras se for preciso), o videorrepórter fica refém do acaso.

Enquanto você faz uma entrevista, perde três. É mais ou menos assim que funciona. Sem contar que quando você vai fazer as imagens de insert, a festa acabou. E no “bololô” para conseguir uma sonora de um famoso, você briga sozinho pelo seu espaço. Enquanto isso, as equipes tem times de três, quatro e até oito pessoas.

Festival Sesc Melhores Filmes 2010

Essas são algumas impressões das minhas experiências com esse tipo de pauta. Por sorte, sempre consegui amarrar as matérias, estabelecer um roteiro que cumpra o papel do que foi solicitado e para isso fui a primeira a chegar nos eventos e a última a sair.


Deixe seu comentário



XV Encontro Carros Antigos em Águas de LindóiaXV Encontro Carros Antigos em Águas de LindóiaXV Encontro Carros Antigos em Águas de LindóiaXV Encontro Carros Antigos em Águas de LindóiaXV Encontro Carros Antigos em Águas de LindóiaFestival Sesc Melhores Filmes 2010Festival Sesc Melhores Filmes 2010NY.2010NY.2010NY.2010NYC.2010NYC.2010