As câmeras HDSLRs me aproximaram da produção cinematográfica e facilitaram (muito!) o modo de fazer documentários. A relação com o personagem, o clima intimista, a agilidade são conquistas das DVs. A qualidade técnica e cinematográfica é mérito das HDSLRs. Trata-se de um conjunto de fatores que só quem está por trás das câmeras sabe.
Para fazer este webdoc eu e o Duca Mendes utilizamos pouca coisa: 1 Canon T2i, 1 Canon 60D, 1 lente Canon 50mm 1.8, 1 lente Canon 18-55mm 3.5, 1 mic Rode Ntg2. Ou seja, não teve parafernálias e essa lista é bem barata. Fomos a essa manifestação com a intenção de exercitar o nosso olhar, de descobrir como é produzir um registro documental em um lugar que nos proporciona o que mais gostamos de registrar: pessoas.
Na minha bagagem, carrego quatro documentários feitos com baixíssimos orçamentos, realizados através de leis de incentivo a cultura. São curtas que me deram muitas alegrias em festivais de cinema no Brasil, nos EUA e na Europa. Trabalhei sozinha no processo de captação, reportagem, roteiro e edição, segui um estilo que donominei “videorreportagem documental”. MAS durante as gravações sentia o peso do vídeo e isso me incomodava. Em 2009 tudo mudou. Com as HDSLRs, meu mundo de produção audiovisual mudou. Percebam a diferença.
No dia 18 de maio de 2011 aconteceu mais uma vez o encontro dos videorrepórteres em São Paulo. Foi um prazer rever alguns amigos e conhecer outros. Fico feliz pelo crescimento da colméia, gosto muito das novidades que vocês revelam. Sim, a palavra certa é revelação! Afinal, a videorreportagem é pessoal e intransferível e isso faz com que as videografias sejam surpreendentes. E quantas surpresas boas vocês me proporcionam! A cada videorreportagem que assisto, conheço um pouco mais de cada um.
O Paulo Castilho e o Marcelo Guedes formam uma dupla matadora, exímios videorrepórteres que se reiventaram com as recorrentes mudanças na forma de produzir e divulgar seus conteúdos. Renata Falzoni para mim é daquelas que não canso de olhar, observar, gosto de escutar e tenho profunda admiração pelo que ela representa como mulher, fotógrafa, videorrepórter, mãe, avó e amiga. Marcinho Neves e Inara, amo o frescor do trabalho de vocês. É como a sensação do brilho no olhar, da magia, do entusiasmo de se fazer o que gosta, o que se sabe fazer e se faz muito bem. E tem também ele que poderia ser um Carlos qualquer…mas não! É o Carlos Carlos, que usa a videorreportagem de uma forma extremamente necessária, política e social na dosagem certa. Você tem força e a câmera é teu instrumento de manifestação. O Tomaz para mim é cinema e transita esplendorosamente em universos diferentes, tenho a impressão que ele se sente à vontade em qualquer lugar. Não consigo imaginar que tipo de coisa você não faria bem, Tomaz. De poesia a making of, gosto de tudo. Antenor, sempre antenado. Teu envolvimento com a videorreportagem tem uma seriedade acadêmica, teórica, cuidadosa. Se eu pudesse te reproduzir, faria mil de você! Rechearia a web com teus excelentes conteúdos e seus estudos estariam todos publicados. Ah Rodrigo Leitão! Esse é tão meu amigo quanto excelente videorrepórter. Conheço cada movimento que você faz com a sua câmera, viu? Sou sua telespectadora fiel. Teu estilo é adorável, apaixonante. E sabe por quê? Porque você não reproduz, você cria. E parece que temos um novo integrante, o Duca Mendes. Ele não é um videorrepórter mas desempenha a função de videorrepórter vez ou outra, por gostar muito do formato e ser casado comigo. Tuas imagens me deixam orgulhosa, teu olhar e sensibilidade diante de uma cena me mostram sempre algo que não vi, que deixei escapar ou que nunca repararia. Você completa este elenco das pessoas que quero sempre por perto. Pra você Duca, meu sincero amor.
Vocês são demais e nada mais.
Criada em 1991, a Gibiteca Henfil é a maior do Brasil. Sua coleção tem cerca de dez mil títulos entre quadrinhos, fanzines, periódicos e livros sobre HQs. É ponto de convivência para fãs e profissionais da área que se reúnem para desenhar, trocar experiências ou confeccionar fanzines.
Raridades como a edição número 1 da Mônica e sua turma, autografada por seu criador, Maurício de Sousa, estão no acervo da Gibiteca. Além disso, no espaço destinado ao público com deficiência visual tem HQs em braile, isso foi muito surpreendente! Vale visitar o lugar e bater um papo com os funcionários, eles sempre tem informações úteis e boas histórias para contar.
A Gibiteca Henfil fica no Centro Cultural de São Paulo, vai lá!
Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade São Paulo, 01504-000 – (0xx)11 3383-3490
A Vila Madalena é conhecida por ser uma região boêmia em São Paulo. Já ouvi algumas pessoas dizerem que é uma espécie de Soho paulista. Enquanto as ruas escancaram barzinhos descolados, as vielas escondem atêlies de artistas encantadores. Basta uma volta a pé pela região para se apaixonar e sentir a efervescência cultural do lugar.
Descobri há pouco tempo o rock da Vila Madá. Trata-se de uma loja temática com mais de mil artigos oficiais de bandas e artistas como Beatles, ACDC, Ozzy, Pink Floyd, The Clash. Conheçam a It’s Only Rock’n Roll!
Vai lá: It’s Only Rock ‘n Roll (Rua Fradique Coutinho 833 – Vila Madalena – 11 3032.5960 – São Paulo).