Campeonato Brasileiro de Pinball 2010

Em 2010, gravei o Campeonato Brasileiro de Cubo Mágico, em Santos, e achei um tipo de competição bem inusitada até me mandarem para o Campeonato Brasileiro de Pinball. Sinceramente, achei que essas máquinas tivessem sido extintas. O Pinball (por incrível que pareça diante da parafernália tecnológica que nos rodeia) ainda faz a cabeça da galera. Bem, essa “galera” já está grisalha, os quarentões de hoje foram os garotões nos anos 80, época em que o Pinball era febre. E pasmem, existe até um clube em São Paulo, com máquinas raras e funcionando perfeitamente, sócios, mensalidade e o Campeonato Brasileiro que acontece anualmente. E foi lá que gravei essa videorreportagem. :)

HDSLR: a (r)evolução da produção audiovisual

O mercado audiovisual mudou e muda, praticamente, a todo instante. Tanto para os produtores quanto para os consumidores. O telespectador está mais preparado para encarar uma linguagem informal e que não seja politicamente correta e extremamente careta da televisão nossa de cada dia.

Os produtores parecem felizes com a acessibilidade e a mobilidade dos equipamentos super fantásticos. Aquele papo todo que a gente carrega desde os anos 70, recalcado no surgimento do vídeo e nos questionamentos sobre o que é ou não cinema, isso tudo virou historinha para boi dormir e já faz tempo. Pelo menos é assim no meu mundinho audiovisual, revolucionado pelas HDSLRs.

“Falando do ponto de vista prático, conheço fotógrafos profissionais que embarcaram no mundo do vídeo por conta do avanço na tecnologia de gravação das HDSLR. Todos são unânimes em afirmar que uma nova gama de possibilidades se abriu para o registro fotográfico. A intercalação de fotografia e vídeo parece ser o futuro da cobertura de eventos, por exemplo. Talvez tudo isso seja uma grande evolução para a arte fotográfica, mas como tudo que é novo assusta um pouco, precisamos ter a capacidade de assimilar as mudanças, e não apenas criticar sem conhecer.” (http://meiobit.com/64610/filmagem-com-dslr-%E2%80%93-por-que-tanta-polemica/)

Ninguém mais precisa provar que as HDSLRs fazem excelentes vídeos e nos proporcionam uma experiência cinematográfica inquestionável e deliciosa. Existem inúmeros exemplos pelo mundo da utilização dessas câmeras no cinema e na televisão. Papo sério: as pessoas se apaixonam pelos resultados dos trabalhos.

É normal dizerem que “parece cinema”. Cada lente, uma viagem. O controle de profundidade de campo é muito maior do que as filmadoras profissionais. Gravar com a queridinha EOS 5D Mark II é quase similar a gravar com 35mm. Além disso, tem o fato da câmera ser pequena, o que pode ser usado a favor de um vídeo intimista. A luminosidade das lentes e o ISO também ajudam a proporcionar imagens com qualidade em ambientes com pouca luz.

Já vi, li e ouvi gente dizendo que não são câmeras para fazer cinema ou televisão. Ou seja, as câmeras mudaram e as discussões são as mesmas. Puta povinho chato viu. Por que não experimentar o novo? “Porque não!”, respondem os caras da tv que trabalham há mil anos na mesma emissora. “Porque não!”, respondem alguns cineastas formados pela arte de sobreviver da arte. E essa resistência os deixa no mesmo lugar de sempre, cada vez mais distantes da glória.