O videorrepórter tem alguns privilégios em relação a uma equipe como por exemplo a agilidade e a intimidade com o entrevistado. Esses dois fatores, na minha opinião, são determinantes na qualificação do formato e do profissional. Se o videorrepórter trabalha bem essas duas vertentes, ele pode ter uma matéria diferenciada no mercado do lugar comum.
O problema é quando a pauta é social. Festas, eventos e famosos sempre estão em alta na mídia. É impressionante como fofoca vende bem e paga mal. E por se tratar de um mercado que funciona sob essa perspectiva, a procura por abelhas para realizar esse tipo de matéria é emergente. Vou dizer…não é furo, é furada!
A chance do videorrepórter se dar mal em pautas sociais é grande. Geralmente as coisas acontecem muito rápido e enquanto a equipe tem um produtor para ficar de olho nos entrevistados (e até mesmo puxá-los para frente das suas câmeras se for preciso), o videorrepórter fica refém do acaso.
Enquanto você faz uma entrevista, perde três. É mais ou menos assim que funciona. Sem contar que quando você vai fazer as imagens de insert, a festa acabou. E no “bololô” para conseguir uma sonora de um famoso, você briga sozinho pelo seu espaço. Enquanto isso, as equipes tem times de três, quatro e até oito pessoas.
Essas são algumas impressões das minhas experiências com esse tipo de pauta. Por sorte, sempre consegui amarrar as matérias, estabelecer um roteiro que cumpra o papel do que foi solicitado e para isso fui a primeira a chegar nos eventos e a última a sair.
Carol, adorei esse post! De fato, vc descreveu bem a dura rotina quando temos que cobrir essas pautas de famosos!
Mas VR é para os fortes e não para os fracos! Talento e brilho próprio vc tem de sobra! Continua na pegada!
Bjao