O videorrepórter tem alguns privilégios em relação a uma equipe como por exemplo a agilidade e a intimidade com o entrevistado. Esses dois fatores, na minha opinião, são determinantes na qualificação do formato e do profissional. Se o videorrepórter trabalha bem essas duas vertentes, ele pode ter uma matéria diferenciada no mercado do lugar comum.
O problema é quando a pauta é social. Festas, eventos e famosos sempre estão em alta na mídia. É impressionante como fofoca vende bem e paga mal. E por se tratar de um mercado que funciona sob essa perspectiva, a procura por abelhas para realizar esse tipo de matéria é emergente. Vou dizer…não é furo, é furada!
A chance do videorrepórter se dar mal em pautas sociais é grande. Geralmente as coisas acontecem muito rápido e enquanto a equipe tem um produtor para ficar de olho nos entrevistados (e até mesmo puxá-los para frente das suas câmeras se for preciso), o videorrepórter fica refém do acaso.
Enquanto você faz uma entrevista, perde três. É mais ou menos assim que funciona. Sem contar que quando você vai fazer as imagens de insert, a festa acabou. E no “bololô” para conseguir uma sonora de um famoso, você briga sozinho pelo seu espaço. Enquanto isso, as equipes tem times de três, quatro e até oito pessoas.
Essas são algumas impressões das minhas experiências com esse tipo de pauta. Por sorte, sempre consegui amarrar as matérias, estabelecer um roteiro que cumpra o papel do que foi solicitado e para isso fui a primeira a chegar nos eventos e a última a sair.
Uma das noites mais animadas de Nova York é comandada pelos brasileiros do Forró in The Dark no Nublu. Basta passar na porta da balada para notar a movimentação e a animação da galera. A banda faz um estilo “forróck”, interessante pela mistura de instrumentos e ritmos. É forró para gringo ver e dançar! Ou ao menos…tentar…
Em cada esquina, um filme. A impressão que tive andando por Nova York foi de estar em uma grande locação. Não é a toa que a cidade é uma das mais filmadas do mundo. E para os aficcionados por cinema, uma boa dica é fazer o Tv and Movie City Tour, um passeio com guias extremamente especializados que nos mostram um monte de lugares que serviram como locações de filmes e seriados de televisão.
Se você quiser, eu te mostro um pouquinho dessa experiência fantástica que tive o imenso prazer de registrar nesta videorreportagem:
Os profissionais das letras geralmente esbarram nos mesmos problemas quando o assunto é o ambiente de trabalho. A maioria dos escritores que conheço tem seus escritórios em casa e enfrentam as mesmas dificuldades de concentração por conta dos barulhos e intervenções. Cachorro, telefone, marido. Como se não bastasse, ainda tem zilhões de outras coisas que interferem na rotina de quem trabalha em casa e precisa de silêncio para produzir.
A Paragraph, em Nova York, é um espaço destinado a esse tipo de profissional. As sócias tiveram a idéia de criar esse serviço na busca do lugar ideal para um escritor trabalhar. O ambiente é composto por várias mesas separadas por divisórias que permitem certa privacidade. Para se ter um espaço de trabalho ali, é preciso pagar uma mensalidade que varia de acordo com a flexibilidade do plano de horários escolhido. Assista a videorreportagem e conheça a Paragraph, o lugar mais silencioso que visitei em NYC.