VR (anti)social

O videorrepórter tem alguns privilégios em relação a uma equipe como por exemplo a agilidade e a intimidade com o entrevistado. Esses dois fatores, na minha opinião, são determinantes na qualificação do formato e do profissional. Se o videorrepórter trabalha bem essas duas vertentes, ele pode ter uma matéria diferenciada no mercado do lugar comum.

O problema é quando a pauta é social. Festas, eventos e famosos sempre estão em alta na mídia. É impressionante como fofoca vende bem e paga mal. E por se tratar de um mercado que funciona sob essa perspectiva, a procura por abelhas para realizar esse tipo de matéria é emergente. Vou dizer…não é furo, é furada!

A chance do videorrepórter se dar mal em pautas sociais é grande. Geralmente as coisas acontecem muito rápido e enquanto a equipe tem um produtor para ficar de olho nos entrevistados (e até mesmo puxá-los para frente das suas câmeras se for preciso), o videorrepórter fica refém do acaso.

Enquanto você faz uma entrevista, perde três. É mais ou menos assim que funciona. Sem contar que quando você vai fazer as imagens de insert, a festa acabou. E no “bololô” para conseguir uma sonora de um famoso, você briga sozinho pelo seu espaço. Enquanto isso, as equipes tem times de três, quatro e até oito pessoas.

Festival Sesc Melhores Filmes 2010

Essas são algumas impressões das minhas experiências com esse tipo de pauta. Por sorte, sempre consegui amarrar as matérias, estabelecer um roteiro que cumpra o papel do que foi solicitado e para isso fui a primeira a chegar nos eventos e a última a sair.

Forró em NY

Uma das noites mais animadas de Nova York é comandada pelos brasileiros do Forró in The Dark no Nublu. Basta passar na porta da balada para notar a movimentação e a animação da galera. A banda faz um estilo “forróck”, interessante pela mistura de instrumentos e ritmos. É forró para gringo ver e dançar! Ou ao menos…tentar…

Tv and Movie City Tour, NYC

Em cada esquina, um filme. A impressão que tive andando por Nova York foi de estar em uma grande locação. Não é a toa que a cidade é uma das mais filmadas do mundo. E para os aficcionados por cinema, uma boa dica é fazer o Tv and Movie City Tour, um passeio com guias extremamente especializados que nos mostram um monte de lugares que serviram como locações de filmes e seriados de televisão.

Se você quiser, eu te mostro um pouquinho dessa experiência fantástica que tive o imenso prazer de registrar nesta videorreportagem:

Paragraph – workspace for writers in NYC

Os profissionais das letras geralmente esbarram nos mesmos problemas quando o assunto é o ambiente de trabalho. A maioria dos escritores que conheço tem seus escritórios em casa e enfrentam as mesmas dificuldades de concentração por conta dos barulhos e intervenções. Cachorro, telefone, marido. Como se não bastasse, ainda tem zilhões de outras coisas que interferem na rotina de quem trabalha em casa e precisa de silêncio para produzir.

A Paragraph, em Nova York, é um espaço destinado a esse tipo de profissional. As sócias tiveram a idéia de criar esse serviço na busca do lugar ideal para um escritor trabalhar. O ambiente é composto por várias mesas separadas por divisórias que permitem certa privacidade. Para se ter um espaço de trabalho ali, é preciso pagar uma mensalidade que varia de acordo com a flexibilidade do plano de horários escolhido. Assista a videorreportagem e conheça a Paragraph, o lugar mais silencioso que visitei em NYC.

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